political writings
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Entrevistas
 
Entrevista com o médico Thabet El Masri
Gaza, um campo de lento extermínio?
14 de Novembro de 2009 | Thabet El Masri, director da unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Shifa, um hospital público da Faixa de Gaza, responde aqui às perguntas de Silvia Cattori sobre o aumento do número de bebés nascidos com malformações.


Crimes cometidos por Israel
O ataque chamado “Chumbo fundido” ou a barbárie de um Estado racista
31 de Janeiro de 2009 | A guerra empreendida pelo exército israelense contra Gaza mostra, uma vez mais, a extraordinária selvajaria deste exército qualificado pelos propagandistas de “o mais moral do mundo”. Estes bárbaras agressões contra o povo palestino sob ocupação não seriam possíveis sem a cumplicidade dos nossos Estados democráticos e de jornalistas ignorantes ou desonestos. Esta impunidade concedida a Israel é intolerável. Nunca há qualquer respeito pelo direito internacional, quando se trata de vítimas árabes e muçulmanas. Silvia Cattori conseguiu alcançar em Gaza, o jornalista palestino Rami Almeghari(*).


As democracias na era da suspeita
Jean-Philippe Walter: «Entrámos numa sociedade de vigilância»
22 de Novembro de 2008 | Após sete anos de campanhas para fazer acreditar que as guerras mortíferas levadas a cabo contra os povos afegão, palestiniano, iraquiano e libanês eram justificadas, a grande maioria das pessoas percebeu que foi enganada. E que, a pretexto da “segurança interna”, já não estão suficientemente protegidas em matéria de direitos e liberdades fundamentais individuais (*).


Refém de Bush durante seis anos e meio em Guantánamo
Sami El Haj, jornalista da Al Jazeera, testemunha
19 de Julho de 2008 | Hirto, alto, impressionante, libertando um sentimento de intensa interioridade, Sami El Haj avança coxeando, apoiado numa bengala. Nem um riso, nem um sorriso animam o rosto fino deste homem, envelhecido antes do tempo. Uma profunda tristeza habita-o. Tinha 32 anos quando, em Dezembro de 2001, a sua vida, como a de dezenas de milhares de outras pessoas de confissão muçulmana, caiu no horror.


A guerra contra o "terrorismo"
A inacreditável história de Youssef Nada
11 de Julho de 2008 | Com o pretexto da luta “antiterrorista”, os Estados Unidos e a União Europeia deram poderes ilimitados aos serviços de informações e de polícia. Medidas de excepção, fora de qualquer prerrogativa judicial, instauradas de forma provisória em 2001, tornaram-se permanentes. Depois de Setembro 2001, pelo menos 80.000 pessoas, essencialmente de confissão muçulmana, terão sido raptadas, sequestradas em prisões secretas e torturadas por agentes da CIA. Centenas de outras foram inscritas na “lista negra” da ONU. Foi o que aconteceu ao homem de negócios Youssef Nada, 77 anos, cidadão italiano de origem egípcia. Acusado por G. W. Bush de financiar a Al-Qaeda, após duas investigações que contudo desembocaram num beco sem saída, Nada não consegue apagar o seu nome da “lista negra” (*). Os seus haveres permanecem congelados, é­‑lhe proibido sair fora das fronteiras nacionais. Não pode sair de Campione – um enclave italiano em território suíço – onde Silvia Cattori foi encontrar-se com (...)


Entrevista com o senador suíço Dick Marty
« A Indepêndencia do Kosovo Não se Decidiu Em Pristina »
12 de Março de 2008 | Kosovo declarou a sua independência, unilateralmente, em 17 de fevereiro de 2008. Como será o Kosovo de amanhã? Ao reconhecer a independência de Kosovo -que atualmente alberga a maior base militar estadunidense do mundo- os Estados Unidos,a Alemanha, a França e a Suíça, não estão infringindo o Direito Internacional, criando uma nova injustiça com respeito ao povo sérvio, avivando rescaldos e, de esta forma, preparando o terreno para novos enfrentamentos violentos nos Balcães? Sobre este assunto entrevistamos o senador (do Partido Radical Democrático suíço) Dick Marty, em sua qualidade de presidente da Comissão de política exterior do Conselho dos Estados da Confederação Helvética.


As conseqüências para o cidadão comum das legislações “antiterroristas”.
Jean-Claude Paye : As populações sob vigilância
15 de Fevereiro de 2008 | Em dezembro de 2005 os meios de comunicação revelaram que a NSA, uma agência (estadunidense) cuja missão oficial é espiar fora dos Estados Unidos, havia submetido a cidadãos estadunidenses a escutas eletrônicas. Um ano mais tarde revelaram que a mesma NSA tinha fichado milhões de comunicações e que a CIA vigiava todas as transações financeiras internacionais. Na Europa diferentes parlamentos nacionais já tinham estabelecido e legitimado, em meio à indiferença geral, uma legislação que impõe a retenção dos dados pessoais. Enquanto que nos Estados Unidos os meios de comunicação se fizeram eco deste assunto e as organizações de defesa das liberdades individuais fizeram campanha contra estas disposições sem provocar, porém, uma mobilização popular, na França e na Alemanha praticamente não suscitaram reações uns projetos de lei que permitem à policia espionar à distância o computador daquelas pessoas que considera suspeitas de terrorismo. Na entrevista concedida a Sílvia Cattori o sociólogo belga Jean-Claude Paye (...)


Entrevista com Hedy Epstein
« Que Lição Aprender com o Holocausto? »
11 de Janeiro de 2008 | Hedy Epstein é uma judia alemã sobrevivente do Holocausto, nascida em 1924, cujos pais foram enviados a Auschwitz em 1942, onde morreram. Em 1948 Hedy Epstein foi morar nos Estados Unidos. Em 2003 decidiu viajar a Palestina. Impressionada pela opressão que o governo israelense está impondo aos palestinos, desde então se dedica a que o mundo saiba o que acontece. Na entrevista que concedeu à jornalista suíça Silvia Cattori, Hedy Epstein fala, com sua voz doce e suave, de sua última viagem à Palestina depois de uma comovedora visita a um dos vários campos de concentração aos que foram deportados seus pais. E afirmou:"Gostaria de dedicar esta entrevista as crianças de Gaza, cujos pais não podem protegê-los ou enviá-los fora a um lugar seguro, como fizeram meus pais quando me enviaram à Inglaterra em maio de 1939 em um Kindertransport" (...)


Um "mini-tratado" de… 1300 páginas
Étienne Chouard : "Os tratados europeus servem os interesses daqueles que os escrevem"
9 de Janeiro de 2008 | Em 2005, um francês como os outros, Étienne Chouard, professor do Liceu Marcel Pagnol de Marselha, apresentou no seu blog as suas análises do projecto do Tratado Constitucional Europeu. No decurso da campanha referendária, o seu sítio suscitou grande entusiasmo e revelou-se um dos mais acedidos em França. Cortando com a opacidade dos discursos oficiais, a simplicidade dos seus argumentos tocou um público vasto para quem "o que se concebe bem enuncia-se claramente". Ele conta-nos o seu percurso e descreve a sua visão das instituições, segundo ele, desnaturadas.


A ratificação do Tratado de Lisboa
Anne-Marie Le Pourhiet : "A Europa de Sarkozy é anti-democrática"
20 de Dezembro de 2007 | A constitucionalista francesa Anne-Marie Le Pourhiet (*) reage ao desejo do presidente Sarkozy de ratificar o Tratado de Lisboa pela via parlamentar. Este tratado, espécie de Constituição europeia "light", foi assinado a 13 de Dezembro último pelos 27 países membros da União Europeia. Em França, o presidente Nicolas Sarkozy está determinado a fazer ratificar o texto por via parlamentar. A vontade dos franceses, que se opuseram ao projecto constitucional em 2005, seria pisoteada, denuncia a professora de Direito Público da Universidade de Rennes. Ela é um dos primeiros constitucionalistas franceses a atacar frontalmente o que qualifica de "negação democrática".


O fim das soberanias e das liberdades na Europa
Jean-Claude Paye : « As leis antiterroristas. Um ato constitutivo do Império »
12 de Setembro de 2007 | As leis “antiterroristas” impostas pelos Estados Unidos serviram para estabelecer os fundamentos sobre os que se constrói uma nova ordem de direito, assinala o sociólogo Jean-Calude Paye. Aplicam-se de agora em diante me todos os Estados europeus. Atualmente os serviços secretos estrangeiros podem vigiar qualquer cidadão europeu no seu própriopaís, pode se calificado de “combatente inimigo”, ser entregue a torturadores da CIA e ser julgado por comissões militares estadunidenses.


Entrevista com Hedy Epstein
Israel: “Não Estava Preparada Para Todos Os Horrores Que Vi”
14 de Junho de 2007 | Hedy Epstein, 82 anos, nasceu em Friburgo, Alemanha, em 1924 (*) e morou em Kippenheim, uma cidadezinha situada a uns 30 quilômetros ao norte de Friburgo. Era a filha única de pais que morreram nos campos de extermínio nazistas. É uma incansável trabalhadora pelos direitos humanos e a dignidade de todas as pessoas. Hedy decidiu visitar Palestina em 2003. Voltou imensamente impressionada pelo que viu lá, mulheres e crianças indefesas, palestinos encerrados em guetos, um povo inteiro tratado brutalmente.


Entrevista com conde Hans-Christof von Sponek
A implicação da ONU em crimes de guerra
16 de Março de 2007 | Para o antigo secretário adjunto da ONU, Hans-Christof von Sponeck, as Nações Unidas, longe de velarem pelo respeito pelo direito internacional e pela consolidação da paz, tornaram-se um factor de injustiça. As sanções impostas ao Iraque de Saddam Hussein provocaram um desastre humanitário; e tratados como o da não proliferação de armas nucleares são utilizados para assegurar o domínio de uns e ameaçar outros. Já é tempo de mudar radicalmente de sistema.


A estratégia da tensão
O terrorismo não reinvindicado da NATO
29 de Dezembro de 2006 | Daniele Ganser, professor de história contemporânea na universidade de Basileia e presidente da ASPO-Suíça, publicou um livro de referência sobre os "Exércitos secretos da NATO" . Segundo ele os Estados Unidos organizaram na Europa Ocidental durante 50 anos atentados que atribuíram mentirosamente à esquerda e à extrema esquerda para as desacreditar aos olhos dos eleitores. Esta estratégia continua hoje em dia para criar o temor do Islão e justificar as guerras do petróleo.


Israelita massacre
Beit Hanoun : ”Eles atiram sobre tudo que se mexe”!
3 de Novembro de 2006 | Um jovem Palestino testemunha “A cidade de Beit Hanoun, com seus 30.000 habitantes já é objeto de agressões cotidianas e ataque aéreos desde 25 de junho. Agora ela está cercada por tropas israelenses no solo. Nós temos visto os tanques avançarem, se colocarem em posição.”


O vice-primeiro­‑ministro palestiniano raptado por soldados israelitas
Tasneem Shaer : «O meu pai não é um terrorista»
28 de Agosto de 2006 | O vice-primeiro­‑ministro palestiniano, Naser Shaer, foi raptado no dia 19 de Agosto por soldados israelitas. Há algumas semanas, a Rede Voltaire publicou uma entrevista exclusiva com esta personalidade bastante respeitada pelos palestinianos (*). Naser Shaer, de 45 anos, tornou­‑se vice-primeiro­‑ministro e ministro da Educação no novo governo palestiniano formado pelo Hamas em Março de 2006. Antigo reitor da Faculdade de Direito da Universidade Nacional de Al Najah em Nablus, Shaer é uma pessoa moderada. Não pertence a nenhum partido político, e não é membro do Hamas como foi espalhado nos meios de comunicação social. Tasneem (**), a sua filha mais velha, dá-nos, de uma forma simples e sóbria, um relato do rapto de Shaer e das más e humilhantes condições da sua (...)


Entrevista com o vice­‑primeiro­‑ministro palestiniano
Naser Shaer: «Os palestinianos estão unidos frente às sanções»
4 de Agosto de 2006 | O doutor Naser Dine Muhammad Ahmad Sha’er ocupa a função de vice-primeiro­‑ministro e ministro da Educação e do Ensino Superior no governo palestiniano formado pelo Hamas. Nascido em 1961, originário de Nablus, pai de seis crianças, este professor de Direito e de Legislação, reitor da Faculdade de Direito da Universidade Nacional de Al-Najah, perseguido por Israel, é hoje forçado a viver em clandestinidade. Pronuncia­‑se aqui a respeito do que o Ocidente recusa ver: o Hamas está bastante bem inserido no tecido social e, perante a opressão israelita – tal como o Hezbollah no Líbano –, move-se na Palestina “como um peixe na água”.


Desde a colonização interferência
Para Ahmed Ben Bella, a libertação dos povos do Sul está inacabada
21 de Abril de 2006 | Enquanto na França se desenvolve um debate malsão sobre os benefícios da colonização e sobre a responsabilidade dos árabes no bloqueio das suas sociedades, o presidente Ahmed Ben Bella recorda algumas verdades históricas: a ilegitimidade da dominação de um povo sobre outro – quer seja ontem na Argélia ou hoje na Palestina –, a realidade mundial – e não árabe – da colonização e das lutas de libertação nacional, a ingerência ocidental para derrubar os governos nacionalistas e revolucionários do Sul e manter as sequelas da colonização. Sublinha que hoje, é o fundamentalismo evangélico que exporta a violência.


Israel tem infiltradas e controlada com sucesso todas as instituições palestinianas
Gaza: “O Povo Palestino esta cheio dos traidores”
3 de Abril de 2006 | Omar, um palestino residente do testemunho de Gaza. Ele denunciou, em particular o papel de Rashid Abu Shabak, chefe da Segurança Preventiva, e Mohammed Dahlan, no assassinato, em 31 de março de 2006 em Gaza, Abu Youssef Al Qouqa, chefe da Salah Ed Brigadas Deen, a sucursal Exército Resistência Popular Comitês apoiado pelo Hamas.