political writings

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Campanha para romper o sítio de Gaza
Conseguimos!

"Conseguimos!",exclamou Greta Berlin, porta-voz da operação “Navio Gaza livre”, exausta, mas feliz de ver a alegria desta cálida multidão que Israel encarcera num gueto e que tinha comparecido a aclamar a chegada dos navios Free Gaza e Liberty (*).

1 de Setembro de 2008

Conseguiram. Ousaram desafiar a marinha militar israelense. Não se deixaram intimidar pelas incessantes ameaças de morte. Chegaram a bom porto!

Para evitar qualquer equívoco, a jornalista britânica Yvonne Ridley, que junto com uma quarentena de outros navegantes participou nesta expedição heróica, declarou: «Quero aclarar em seguida o seguinte: Israel não nos deu permissão para entrar em Gaza. A realidade é que sua armada nem sequer tentou de nos impedir porque sabia que não podia nos deter» [1].

As autoridades israelenses tinham compreendido muito bem que estes navegantes não se deixariam intimidar. E que nada, nem a sabotagem de seus meios de comunicação e de navegação, nem as ameaças de morte podiam deter nem submeter a sua determinação de ir a Gaza por mar; que nada obstaculizaria seu objetivo de alertar a opinião pública internacional sobre o assédio medieval que Israel impõe à população de Gaza com a cumplicidade dos Estados Unidos e da União Europeia.

A chegada do Free Gaza e do Liberty não se considera um fim, senão o início dum protesto de maior amplidão da opinião pública internacional contra as imundas condições de vida impostas deliberadamente aos habitantes de Gaza pela potência ocupante israelense.

Acreditamos que é urgente cortar com estes representantes da Autoridade Palestina reconhecidos pela “comunidade internacional” e aos que o povo palestino desautorizou porque colaboravam com o ocupante israelense.

Também é urgente que nossas autoridades parem de manter Hamas à margem do jogo político e parem de qualificá-lo de “terrorista”.

É totalmente irresponsável por parte das grandes nações se negar a dialogar com os representantes eleitos de Hamas e negar-lhes o direito de ser armarem e a defender seu povo perseguido pelo violento ocupante militar que é Israel.

Hamas é um movimento de resistência. Tem toda a legitimidade para proteger e defender seu povo.

Silvia Cattori

(*) Ambos navios chegaram em Gaza na noite de 23 de agosto.

Versão em português: Tali Feld Gleiser de América Latina Palavra Viva (01.09.2008):
http://www.alquimidia.org/desacato/index.php?mod=pagina&id=2823

Traduzido do francés por Beatriz Morales Bastos (29.08.2008)
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=71921

Link com o original (25.08.2008):
http://www.silviacattori.net/article524.html

Outra versão em português do presente artigo, por resistir.info:
http://resistir.info/palestina/navios_gaza.html

Página web Free Gaza :
http://www.freegaza.org

Para a canção de Free Gaza :
http://www.anis-online.de/office/events/FreeGazaSong.htm



[1Link dos artigos publicados em inglês por Yvonne Ridley:
http://www.presstv.com/sections.aspx?sectionid=3510216


Todas as versões deste artigo :
- « Nous l’avons fait ! »
- "¡Lo hemos conseguido!"